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Pessoa Física na Bolsa - 10o Episódio de Como Viver de Renda



Com o patamar histórico da Selic estacionada em 0,17% a.m. e com uma perspectiva de se manter assim por até 2 anos ou mais o episódio de hoje aborda a educação financeira e compara as opções para quem não somente quer viver de renda como também não quer perder da inflação.


Historicamente o brasileiro esta acostumado com o dinheiro caro, tudo é inflacionado no país tupiniquim de carro a imóvel, é sabido que não pagamos o valor justo por nada, seja porque os bens não acompanham a renda real, seja porque não estamos acostumados a fazer o dinheiro se mexer, normalmente concentramos a renda, melhor ainda, ajudamos no processo histórico de concentração de renda ao forçar um bem ou investimento a nos prover dos recursos que precisamos.


Exemplos não faltam, queremos que a renda fixa nos pague passivamente 1% a.m. sem fazer nada, anunciamos um imóvel por 3 , 4 ou 5 anos e acreditamos que a venda não acontece porque temos que ter paciência e o "mercado" é assim mesmo ou simplesmente nos aventuramos na bolsa escolhendo um papel por recomendação de um amigo e torcendo para subir. Sem falar nos empréstimos que aceitamos pagar mais de 2% am. porque isso é normal no Brasil. Tudo errado! E essa dinâmica destrói nosso dinheiro.


A poupança ou a Selic não irão render bem tão cedo e talvez nunca mais, os imóveis que não forem vendidos em 3 meses certamente serão vendidos originalmente pelo valor solicitado mas já surrados pela inflação e pelas oportunidades de melhores investimentos no meio do caminho e apostar numa ação da bolsa como se fosse uma bala de prata também não vai te ajudar, exceto se você também tem o habito de ganhar na mega-sena como alguns políticos.


A educação financeira nos remete a uma equação que deveria ser calculada em cada investimento chamada custo de oportunidade. Faça a seguinte pergunta: vou esperar o governo remunerar a renda fixa bem novamente ou vou pedir ajuda e estruturar operações na bolsa para quadruplicar meu ganho com investimentos? Vou esperar meu imóvel ser vendido em 4 ou 5 anos ou vou vender por um valor menor hoje e ter o valor que eu quero hoje em 2 anos estruturando operações financeiras com a ajuda de um especialista? Vou ter a dor de cabeça de ter um inquilino no meu imóvel gerando incerteza sobre pagamentos e me remunerando metade da renda variável ou vou vender o imóvel e viver de renda? Quero viajar ou ficar preso monitorando meus investimentos como um robô?


Sem contar que quando concentramos renda estamos deixando de diversificar os investimentos jogando fora outras dezenas de oportunidades por ficar focado em apenas um tipo de investimento.


Todos os investimentos são importantes mas cada um tem um benefício especifico:


1) Renda fixa serve para te manter com as contas do mês em dia desde que nunca representem mais de 15% do seu patrimônio;

2) Imóveis servem para que você possa estabelecer metas de aposentadoria desde que não excedam 30% do valor total do seu patrimônio

3) Ações e títulos de dívida servem para potencializar seus ganhos, desde que não representem mais do que 20% do seu patrimônio e desde que muito diversificados sem nenhuma correlação entre as escolhas

4) Derivativos e operações estruturadas servem para turbinar seus ganhos mensais e lhe trazer uma poupança real que pague seus próximos 10 anos de despesas, desde que montados com a ajuda de um bom gestor de recursos e desde que não representem mais do que 50% do seu patrimônio com um mix não correlacionado



Pela primeira vez na história a pessoa física entendeu que a bolsa não é cassino e ja opera volumes maiores do que instituições financeiras, ao menos em Julho e isso tem que passar por educação financeira para que não percamos mais uma oportunidade de nos tornarmos o país do empreendedorismo e nunca mais o reino do rentistas. Todos iremos ganhar!


Bom final de semana!

Rua Ana Carmelo Jurado Ferro, 425 - Sorocaba - SP

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