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Queda da Selic? Investidores estrangeiros aumentam posição ‘vendida’ nos juros


Na última quinta-feira (14), os investidores estrangeiros aumentaram as posições aplicadas no mercado de juros brasileiro, em termos líquidos. O estoque dos contratos em aberto vendidos em taxas/comprados em PU (que apostam na queda da taxa Selic) passou de 2.818.143 para 2.833.471, uma diferença de 15,33 mil contratos.

Por outro lado, as informações da B3 (B3SA3) apontam que os investidores locais reduziram a posição líquida vendida em taxa. Os números saíram de 2.888.866 para 2.851.007 contratos em aberto, com menos 37,86 mil contratos no saldo final.

Já os bancos, por sua vez, diminuíram a posição líquida comprada em taxa, com o estoque passando de 5.555.017 para 5.536.635 contratos em aberto, uma redução de 18.382 contratos.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deverá definir a taxa de juros, está prevista de acontecer em 3 e 4 de maio de 2022.


Na ata do último encontro, o Copom sinalizou um novo aumento de 1 ponto percentual para a taxa Selic, o que eleva o juros básico do País para 12,75%. A previsão do Banco Central, relatada no último Boletim Focus, indica que ao fim de 2022, a taxa estará em 13%.



A Smart Business possui um fundo SCP que assume posições vendidas e compradas para ganhar com o spread das operações através de operações estruturadas. Neste ano já esta rendendo 240% do CDI.


Selic: Mercado vê atuação mais incisiva contra inflação

Segundo analistas, o Copom assumiu um viés hawkish, jargão do mercado financeiro para uma atuação mais dura contra o avanço de preços, em seu último encontro.


Segundo a análise do Itaú BBA, é “provável” que haja uma piora adicional das expectativas de inflação por causa do aumento dos preços das matérias-primas em um ambiente de repasse permissivo, “o que torna mais intenso o impacto da inflação do atacado para o varejo”.

Após o comunicado, o banco elevou em 0,75 ponto percentual a sua expectativa para a taxa Selic ao fim do ciclo de altas, a 13,75%, e prolongou a duração do ciclo. Os aumentos seriam distribuídos em um novo reajuste de 1,00 p.p. em maio, e dois aumentos de 0,50 p.p. cada, em junho e agosto.